Trump Almeja Novas Restrições de Vistos com Brasil sob ‘Governo de Esquerda Radical’

Trump Almeja Novas Restrições de Vistos com Brasil sob ‘Governo de Esquerda Radical’

As tensões entre os Estados Unidos e o Brasil ganham novas proporções, com a recente declaração do ex-presidente norte-americano, Donald Trump, expressando forte descontentamento com o atual governo brasileiro. Em entrevista recente, Trump revelou estar 'muito irritado' com as direções políticas do Brasil e sinalizou para a possibilidade de restrições de vistos a autoridades brasileiras que planejam participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ao ser perguntado sobre a possível retirada de vistos diplomáticos para este encontro global, Trump não descartou essa possibilidade, enfatizando: 'Estamos muito irritados com o Brasil. Já aplicamos tarifas pesadas porque eles estão fazendo algo muito infeliz.' Estas tarifas mencionadas referem-se a um aumento de até 50% nas taxas de produtos brasileiros imposto em agosto, contexto no qual Trump destacou que o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria enfrentando uma 'caça às bruxas' devida a acusações no Supremo Tribunal Federal (STF). Esses comentários surgem em meio à crítica aberta ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo de Bolsonaro, acusado de crimes como tentativa de golpe de Estado. Embora Trump tenha frisado a existência de uma 'ótima relação com o povo do Brasil', sua crítica visou diretamente a administração sem mencionar explicitamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o próprio Moraes. Segundo Trump, 'O governo mudou radicalmente. Radicalmente para a esquerda. Isso está fazendo muito, muito mal. Vamos ver', se referindo a tendências de política internas percebidas no governo brasileiro. As tensões comerciais, simbolizadas pelas tarifas impostas e a ameaça de sanções diplomáticas, são interpretadas como parte de uma estratégia mais vasta para influenciar governos com visões divergentes. A possibilidade de restrições durante a Assembleia Geral da ONU provoca ansiedade, considerando o papel dos EUA como anfitrião deste evento internacional. Lula, por sua vez, adotou um tom conciliatório, buscando reabrir o diálogo com 'Lulinha paz e amor', sinalizando disposição para negociar as tarifas não só com os EUA, mas também com potências como China e Índia. Em reação aos aumentos tarifários, o Brasil recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que as medidas de Trump infringem compromissos estabelecidos no Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT). 'Ele [Trump] tem direito de criar taxas, ele tem direito, mas tem regra. Temos a OMC. Por isso, o Brasil já recorreu à OMC, já recorreu à Seção 301. A gente vai utilizar todos os mecanismos legais', sublinhou Lula. Esta postura destina-se a reavivar os laços tradicionais com os Estados Unidos ao mesmo tempo em que busca assegurar um campo de negociação equilibrado no comércio internacional.

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